Papo de Arquibancada: Como explicar a má fase do Corinthians?

Como explicar a fase do Corinthians, que após a derrota na Copa do Brasil e a aproximação com a janela de compras da Europa no meio do ano, caiu bastante de rendimento no campeonato Brasileiro? O que explica essa queda de produção, afinal? Foi a pergunta que fiz pra dois leitores, que explicaram, cada um da sua forma, o que acham que está acontecendo.
Primeiro a Nayara, Corinthiana doente daquelas que você pode conversar de futebol sem medo:
“Acredito que o final da Copa do Brasil tenha abalado a moral dos jogadores sim, mas apenas naquele momento. Além do que, a final da Copa do Brasil contou com uma série de pequenas coisas que influenciaram no resultado, como a arbitragem em geral que deixou de marcar centenas de coisas (isso sem contar o pênalti) e o excesso de confiança no resultado positivo do primeiro jogo que por fim deu no que deu. A queda de produção tem mais a ver com a pressão de se manter invicto do que com a final da copa do brasil. O time chegou até a fazer uma goleada (no Marília) depois da fatídica final. Agora que a invencibilidade acabou, falta mesmo é calma. Como o próprio Mano Menezes falou, o “preciosismo” na hora de fazer o gol é que estraga todas as jogadas. Acho que o time tem que que jogar com “11 Herreras” e jogar com raça até o fim do jogo. Sem essa de gol bonito, bola na rede é o que tá valendo. Analisando bem, domínio de jogos nós temos, lances ofensivos nós temos, boa defesa nós temos. De cara é visível a eventual afobação do time na hora de fazer gol e as tentativas insanas de ligar a defesa com o ataque, atropelando o meio de campo. Não sei se isso parte do técnico ou se é a equipe que no calor do jogo, decide jogar por si, ignorando as instruções, mas fato é que isso anda ajudando na queda de produção. No último jogo, os dois gols saíram em momentos que os jogadores tiveram calma para finalizar a jogada. Ou seja, sem afobação, Timão!”
Agora a palavra do Rodrigo, que não tem paciência pra manter um blog mas sabe muito bem o que dizer:
“Cara, acho que a derrota na CdB influenciou sim a queda de rendimento do time. Vinha embalado na série B, com as vitórias na Copa. E desde a derrota, o time não tem jogado bem. O único placar convincente, desde então, foi o primeiro jogo após a perda, contra o Brasiliense, mas o resultado só foi bom depois que fizeram o segundo, por que enquanto estava 1×0, até pressão os amarelinhos fizeram na gente. Enfim, a CdB tem peso nisso sim, mas é interessante perceber também que alguns jogadores, como o André Santos, caíram de rendimento bem agora, na época de abertura da janela européia, talvez seja só uma triste coincidência, mas deve ter seu grau de influência também. Mas além de tudo isso, ainda vejo que tem alguns jogadores com o nariz lá no céu. Que acharam que o campeonato tava uma babada, e de fato estava, mas de tanto achar que ganhariam todos os jogos a hora que quisessem, eles conseguiram complicar um campeonato do nível da série B. Se colocarem a cabeça no lugar e os pés no chão, com certeza sobem com facilidade, mas isso é um trabalho para o Mano lidar.”
E você, o que acha que pode estar abalando o Corinthians? É estranho falar isso após uma vitória magra sobre o Juventude, mas temos que ser coerentes e analisar o campeonato como um todo. Tomara que os problemas tenham sido mesmo superados e que daqui pra frente passemos a comemorar mais vitórias, para que a saga pela série B seja apenas um marco na história do Corinthians, conhecido como “o momento que o time acordou para uma nova era!“. Assim espero.
Vai Corinthians!
Depois de idas e vindas, títulos e despedidas, 
Enfim, a primeira final. Nossa torcida já estava saudosa desse sentimento, disputar um título nacional, brigar por uma vaga na Libertadores. E para que vocês que lêem o VST! já saibam, a grande final será disputada na casa do adversário. O primeiro jogo será no Morumbi e o segundo será na Ilha do Retiro, em Recife. Sei que não precisarei convocar a Fiel Torcida para a invasão, ela acontecerá contando com aqueles que puderem ir. Será uma final inédita, ja que as duas equipes nunca disputaram um título na história de seus confrontos. Muita coisa deve ser pensada agora, e nossa torcida será mais importante do que nunca. A nosso favor, temos dois títulos da Copa do Brasil. Contra ele, apenas uma final, que teve o grêmio como vencedor. Ao menos até aqui, os números nos favorecem. Ainda lembrando, os nossos dois títulos foram disputados fora de casa, em 95 contra o gremio e em 2002 contra o brasiliense. Ambos os jogos finais foram na casa do adversário. É preciso levar em consideração, obviamente, a ótima fase que o sport vem tendo ultimamente. E ao mesmo tempo, o Corinthians também vem tendo bom desempenho, o que somara mais emoções para essa final. Ao que tudo indica, serão dois jogos com muito sofrimento, muita garra e muita torcida. Ao meu ver, eles são favoritos e espero apenas que o Corinthians jogue o que vem apresentando. Quero ver garra e raça em campo, quero ver meu time jogar pra frente. É apenas o que peço.
É evidente o esforço da Fiel Torcida mobilizando todos da arquibancada para cantarem as novas músicas nos estádios em apoio ao time. Foram deixados de lado gradativamente os palavrões e em troca todos cantam louvores ao seu time e declaram sua paixão com toda a força. Afinal de contas, “Aqui tem um bando de loucos, loucos por ti Corinthians“, não é mesmo? Então nada mais justo que gritarmos o nome do nosso time ao invés de gritar palavrões, ofensas e outros. Eu particularmente acho que isso agrega um valor a festa e demonstra que definitivamente o caminho a seguir é esse, onde torcedores vão aos estádios unica e exclusivamente para apoiar o time incondicionalmente. É essa a razão que deve ser levada em consideração quando se compra o ingresso e se desloca até o estádio, ao meu ver.
Se a música vai parar nas arquibancadas e ajudar o Coringão a vencer as partidas eu não sei. Só sei que estou vendo essa fase com muito orgulho, sabendo que a preocupação de hoje é o time em primeiro lugar e resto vem depois. Com certeza, os frutos que estão sendo plantados agora serão colhidos num futuro bem próximo.